23set

Setembro, mês de iluminação natural.

Se a fotografia é uma arte, a luz, com certeza, é a paleta de cores.

Quem já estudou ou teve contato, mesmo que diletante, com o assunto sabe que é por meio da iluminação que ocorre o processo de captação de uma imagem e, principalmente, de criação de texturas, volumes e climas.

Se, por outro lado, a fotografia é uma ciência, novamente a luz ganha ares de elemento principal, pois se utiliza de conceitos da Física e da Química para criar sua própria linguagem e incitar manifestações criativas.

O próprio nome ‘Fotografia’ vem do grego Photo = luz + Graphos = escrita (que significa “escrever com a luz”) e mostra com nitidez que a iluminação é o grande catalisador na criação de uma imagem.

“A primeira coisa a fazer, em qualquer tipo de captação de imagem pelo processo da fotografia, profissional ou amadora, é verificar o fotômetro, ou seja, conferir se a quantidade de luz que um ambiente está recebendo é a ideal para o resultado que se deseja obter”, comenta Paulo Pedroso, fotógrafo da Abruzzo há mais de 10 anos.

Basicamente, existem dois tipos de iluminação na fotografia: a luz natural e a luz artificial. E todo mundo que aprecia esta arte (ou ciência) sabe que a chegada da primavera representa um momento mágico no que diz respeito à iluminação natural. Com o calor, as plantas começam a florescer, o sol brilha mais intensamente e tanto ambientes internos quanto externos ganham novos contornos, novas cores e novas atmosferas.

“Fotografar ao entardecer nesta época do ano, por exemplo, é muito diferente. Os tons avermelhados que temos o ano inteiro ganham novas nuances e é possível brincar ainda mais com a captura do objeto, produto, paisagem ou conceito”, comenta Deniz, Diretor de Fotografia da Abruzzo.

Fotografar não é um processo complexo. E, sim, meticuloso. A luz é o primeiro passo, mas junto vêm questões como lentes, filtros, ângulos, rebatedores, entre inúmeros outros detalhes, além, é claro, do olhar e experiência do fotógrafo.

No entanto, se você quiser se aventurar a partir de agora, a primavera pode ser um bom estímulo.

 

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5set

O poder emocional da fotografia: exposição relembra o 11 de Setembro.

A fotografia é uma forma de registro, você concorda? Ela encanta, expõe opiniões, conta histórias, cria conceitos, vende produtos, mas também serve como um documento, uma prova de que uma cena de fato existiu. Até mesmo aquelas cenas que gostaríamos que nem tivessem acontecido. Como é o caso do atentado de 11 de setembro que, há 10 anos, chocou o mundo ao derrubar as torres gêmeas e matar quase 3 mil pessoas no edifício, incluindo alguns brasileiros.

O fotógrafo espanhol Francesc Torres também acredita no poder documental da fotografia. Durante três anos, ele capturou com sua câmera objetos recuperados da tragédia e criou uma exposição que já passou por Londres e passará por Barcelona e Nova York no mês de setembro. La Memoria Perdura, como foi chamada a mostra, exibirá 150 imagens que mostram de carros de bombeiros carbonizados, brinquedos empoeirados e vestidos quase intactos a notas de despedida encontrados entre os destroços do local. Para capturar os objetos, Torres utilizou uma câmera de 6×12 panorâmica, em formato analógico. E as fotos serão exibidas por meio de projeções, acompanhadas pelos restos das vigas oxidadas que faziam parte da estrutura do World Trade Center.


Trata-se de um projeto fotográfico que tem como objetivo eternizar os restos mais “comuns” de um atentado que mudou o rumo da história contemporânea e que, sem trocadilhos, mostra o quanto a fotografia pode revelar do que somos e vivemos. A Abruzzo tem orgulho de fazer parte desse universo e de saber que muitos artistas hoje trabalham para valorizar, em nosso cotidiano, o poder emocional da fotografia.

 

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